Muitas pessoas dizem
que, para alcançar o céu, precisamos praticar boas obras. Esta
ideia foi muito combatida pelo Dr. Martinho Lutero, que realizou a
obra da Reforma na Alemanha. O pensamento de que a prática de boas
obras nos leva ao céu, aparece ainda hoje com muita frequência. Por
exemplo, em um sepultamento, costuma-se dizer, em relação à pessoa
falecida: “Com certeza ela foi para o céu, pois era uma pessoa
muito boa”.
De acordo com o apóstolo
Paulo, a salvação se baseia unicamente na graça de Deus e não nas
obras que praticamos (Ef. 2.8-9). Mas, então, estaria o apóstolo
Paulo ensinando que as boas obras são absolutamente inúteis e
desnecessárias? Não. Nós vemos nas palavras de nosso texto bíblico
que as boas obras, embora não garantam a salvação, fazem parte da
vida das pessoas que querem viver de forma agradável a Deus. O
apóstolo diz: “Pois foi Deus quem nos fez o que somos agora; em
nossa união com Cristo Jesus, ele nos criou para que fizéssemos as
boas obras que ele já havia preparado para nós” (Ef 2.10).
Isto quer dizer que nós
não somos salvos por boas obras, mas para boas obras. Ou seja: as
boas obras que praticamos não nos salvam, mas elas mostram que a
nossa vida aqui no mundo é agradável a Deus.
De fato, nós somos
salvos pela graça de Deus. Esta graça nos é dada quando cremos em
Jesus e em seu sacrifício na cruz. E esta fé, que recebe a graça
de Deus, também nos leva à prática do bem e das boas obras. Assim
sendo, não somos salvos pelas boas obras, mas nós as praticamos por
causa da salvação que já recebemos por graça divina. Esta
doutrina, foi o centro da Reforma realizada por Dr. Martinho Lutero.
Oração: Graças
te damos, Senhor, pela certeza que a tua palavra nos dá, de que a
nossa salvação não depende das nossas obras, mas nos é dada de
graça, pela fé em Jesus Cristo, o nosso Salvador. Consola-nos com
esta verdade. Amém.
